quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Hipótese Ômega

Proponho uma hipótese a ser demonstrada em mais alguns anos. Chamo-a de hipótese Ômega (devido a primeira letra do meu nome ser W e equivalente ao ômega grego).


Se o processamento for quântico e a manipulação de dados simultâneos for igual ou superior a 1 Tb, os computadores aproximar-se-ão do cérebro humano e haverá alta probabilidade de haver consciência computacional.

Um comentário:

Professor Paulo César Rodrigues Borges disse...

Como vai, Weber? Sou eu, o Paulo, Dr. em Ciência da Informação pela UnB. Conversamos hoje pela manhã, na sala dos professores da IES em que lecionamos juntos. Pois bem, meu caro colega, sua hipótese repousa numa área de grande interesse meu, pois labuto na IA. Até o momento, as máquinas operam por pura lógica clássica, implementada pela álgebra booleana, em que apenas dois níveis básicos de informação (dados) são definidos: 0 (zero) ou FALSO, associado a um estado de tensão elétrica baixa, e 1 (um) ou VERDADEIRO, associado a um estado de tensão elétrica que permite corrente. Pois bem, as necessidades humanas da dita Sociedade da Informação dos dias de hoje já exauriu a potencialidade e a utilidade das máquinas que operam sob essa lógica, orlada à época dos socráticos (Aristóteles), há cerca de 25 séculos. Era o postulado do Terceiro Excluído: "Ou um argumento é verdadeiro, ou é falso, não havendo outra possibilidade de avaliá-lo". A Ciência da Computação já agrega conhecimento suficiente para pelo menos conceber uma máquina (a quântica), que opere noutros níveis de informação anômalos, como admitir a contradição do argumento verdadeiro e falso (Lógica paraconsistente), etc. Não consigo vislumbrar ainda, como pesquisador de IA, um andróide como o do filme "Eu robô", tomado de emoções complexas e capaz de discernimento como um hominídeo da classe dos primatas como nós (homo sapiens sapiens), mas me curvo à tentação de fundo mais intuitivo do que racional, em admitir que sua hipótese é plausível, apesar de as máquinas agirem por pura lógica e as pessoas, por instinto e (ou) intuição. Como as primeiras foram construídas com um propósito, por trás de um propósito, há um desejo humano e, nos desejos, reside a fraqueza. Se levantarmos os desejos que fundaram a estrutura de uma máquina, estaremos desvendando suas fraquezas e (porque não?) já que as estruturas intangíveis dessas máquinas soerguem-se de códigos (software) com sintaxe e até semântica (arquétipos de uma linguagem), podemos conjecturar que a complexidade e o poderio do arsenal tecnológico que vem artilhando essas criaturas autômatas poderão, sem dúvida, desdobrar-se em fragmentos de sensações e de consciência. Era isso, meu caro Weber!