Esfera Pública Acadêmica
Ubi dubiam ibi libertas! Audiatur et altera pars! Vitam impendere vero! Sapere aude!
domingo, 8 de janeiro de 2012
Fanatismo Religioso
O fanatismo religioso entre outros
sábado, 3 de dezembro de 2011
O Valor da Filosofia
É então nessa finalidade que reside o valor de estudar filosofia. Para se compreender o que ela implica no programa que defendo, as capacidades que o estudo da filosofia desenvolve são as seguintes:
- Atender apenas à argumentação racional, sem deferência para com a tradição ou a autoridade.
- Reconhecer todos os seres humanos como iguais no debate filosófico, seja qual for a sua opinião, religião, raça ou opção de natureza pessoal.
- Reconhecer o debate filosófico como uma procura cooperativa da verdade.
- Considerar criticamente problemas éticos, políticos, estéticos e ainda os problemas levantados pelas crenças religiosas.
- Perspectivar as relações humanas sob diversas teorias morais.
- Perspectivar a sociedade sob diversas teorias políticas.
- Perspectivar a actividade artística sob diversas teorias da arte.
- Perspectivar a prática religiosa sob as diversas respostas aos problemas levantados pelas crenças religiosas.
- Compreender as dificuldades enfrentadas pelas respostas e perspectivas dos pontos anteriores.
- Desenvolver uma simpatia cada vez mais inclusiva pelos seres humanos, dado que todos partilham problemas complexos mas comuns.
- Desenvolver a sensibilidade às formas de sofrimento e realização dos seres humanos através da exposição a uma variedade de perspectivas.
- Imaginar possibilidades de desenvolvimento da vida humana a partir das diversas perspectivas dos pontos anteriores.
Fonte: Crítica na Rede
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Hipótese Ômega
Se o processamento for quântico e a manipulação de dados simultâneos for igual ou superior a 1 Tb, os computadores aproximar-se-ão do cérebro humano e haverá alta probabilidade de haver consciência computacional.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Valores morais x fonte sobrenatural
OS 10 MANDAMENTOS ATEUS
1. Ame bem
2. Busque o bem em todas as coisas
3. Não faça mal aos outros
4. Pense por si mesmo
5. Assuma responsabilidade
6. Respeite a natureza
7. Faça o seu melhor
8. Seja informado
9. Seja bondoso
10. Seja corajoso - ao menos tente sinceramente
Grayling escreveu uma versão secular da Bíblia, sem qualquer menção à um fonte sobrenatural, a fim de demonstrar que valores morais não dependem de nenhuma fonte externa às nossas próprias relações e necessidades as quais nos incitam a estabelecermos esses valores entre nós.
Fonte: Galileu - setembro de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Enganos e mais enganos perpetuados ao longo do tempo...
É comum atribuírem-se a pessoas célebres essa ou aquela frase de efeito, mas será que os(as) autores(as) as disseram mesmo? A Revista Superinteressante listou cinco frases de filósofos(as) que não foram ditas ou foram descontextualizadas. Boa leitura!
Para ler clique aqui.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Alerta para os fundamentalismos
Comentarei, por ora, apenas alguns pontos relevantes quanto à uma atitude fundamentalista. Segundo o pesquisador em religião, Charles Kimball, existem cinco pontos aos quais devemos manter-nos atentos.
Os cinco sinais de alerta de Kimball
Pretensão de possuir a verdade absoluta
Obediência cega
Estabelecimento de um tempo "ideal"
Os fins justificam quaisquer meios
Declaração de "guerra santa"
A seguir apresento os cinco sinais de uma atitude saudável do jornalista norte-americano, Frank Muller, como contrapontos aos cinco sinais de alerta de Kimball.
Meus cinco sinais de uma atitude saudável
Aprendizado contínuo, buscar a verdade
Apreciar a investigação, promover o pensamento crítico
Utilizar probabilidades estocásticas baseadas na experimentação
Justificação é menos importante do investigação
Reconhecer a diversidade de opiniões
Fonte: clique aqui
quarta-feira, 25 de maio de 2011
"Direita" ou "Esquerda"? Volver
Posso estar enganado, mas percebo um crescente esforço no Brasil, dos setores autoproclamados "conservadores", pelo surgimento de uma "nova direita". A velha "esquerda" por sua vez alardeia conspirações reacionárias por todos os lados. Entre esse improvável duelo entre duas posições, pelo menos por aqui, tontas, estamos nós, sociedade brasileira, para a qual importa pouco o rótulo "direita" ou "esquerda", mas políticas efetivas de desenvolvimento social: distribuição de riquezas, emprego, segurança pública, saúde, moradia.
Os que se autodefinem "direitistas" pretendem defender a democracia do que julgam ser uma nova ditadura socialista disfarçada de "bom mocismo". Os que se autodefinem de "esquerda" gritam aos quatro cantos existir não uma, mas várias ações reacionárias da "direita" por todos os lados contra a democracia, à qual somente a "esquerda" preservaria.
Para mim ambas as posições são politicamente inconsistentes porque apenas polarizam preferências particulares por meio de um jogo de mútuas acusações, em manifesta contradição performática. Os de "esquerda" fazem um discurso democrático e na prática agem autoritariamente. Os de "direita" fazem um discurso pró-legalidade, pró-manutenção da ordem vigente e, quando no poder, agem autoritariamente. Ou seja, ambas são posições autoritárias em nome da malfada democracia.
Portanto, eu defendo a posição democrática sem esses velhos rótulos. Defendo a preservação da ordem legal vigente desde que a mesma não seja apenas o reflexo da vontade de setores dominantes na sociedade em claro desrespeito às classes menos favorecidas, afinal, em princípio perante a lei, todos devem ser igualmente respeitados.
O que está sendo chamado de "direita" ou de "esquerda", talvez, seja mais bem definido pelo antigo conceito grego: demagogia. Embora "os problemas da sociedade devam ser resolvidos pela sociedade" (Durkheim) e eu, sozinho, não saiba as soluções para tais problemas, para mim, o Brasil necessita mais de interlocução, da diversidade de opiniões, do livre embate de ideias e menos de polarizações convenientemente mediadas por discursos igualmente insubstanciais.